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Em cada um de nós existe um poema .
Um por escrever ... um escrito que se quer procurado ... e se mantêm escondido na alma ... no coração.
Ser poeta ... não é escrever poemas.
É saber descobrir na poesia ...
a parte que falta em si ...
a parte que falta ... nos outros .

Urbano Gonçalo




domingo, 25 de abril de 2010

Silêncio ... calma

Não sei quando parti, sei apenas que o fiz.
Não sei onde fui, por onde andei ou simplesmente, onde fiquei ... onde estou.
Obedeço qual devoto à minha alma, ao seu feitiço, ao querer insubmisso da sua misteriosa telepatia de silêncio ... calma.
Lembro uma criança a olhar o mar, abrir os braços ao vento, e sorrindo feliz, devorar sozinho o mundo, apertando depois o vento num abraço, mais e mais profundo.
A memória ficou, o vento ainda sopra sobre o mar mas, o sorriso ... não, ... já não.
A criança cresceu ... partiu, e nada mais fez sentido.
Seguro uma folha seca que voa e se encosta a mim, guardo-a junto ao meu coração, qual peça de um puzzle ... qual parte de mim. Mas, não encaixa, eu insisto ... desespero, e ela desfaz-se, partindo de novo no vento.
Triste, observo-a voar para longe de mim, e pergunto-me ... se também ela em telepatia, procurará submissa a alma, em cujo feitiço estará o seu silêncio, a sua ... calma.

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