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Em cada um de nós existe um poema .
Um por escrever ... um escrito que se quer procurado e se mantêm escondido na alma ... no coração.
Ser poeta ... não é escrever poemas.
É saber descobrir na poesia ... a parte que falta em si, a parte que falta ... nos outros .

Urbano Gonçalo




domingo, 23 de maio de 2010

Recordar os que não resistiram ... lembrar os resistentes

Os grandes da música, são cada vez menos. Talentos enormes, visionários, actuais e intemporais. Para uns "dinossauros" para outros "mestres", traçaram e percorreram o seu caminho, independentes e solitários dando a todos uma lição de personalidade e independência intelectual. A solidão é de facto uma sombra que persegue e ao mesmo tempo alimenta os génios que depois abandona e os deixa à mercê das fortes luzes da "ribalta". Não sendo invulgar nos meios artísticos as mortes devido à pressão que este mundo exerce sobre todos eles (nós). Saber que os nossos pensamentos, pontos de vista, gostos, etc, estão melhor guardados em nós, é frustrante é mortal, pois num mundo de "modas" e pensamentos "monopolizados", corremos o risco e a tentação de nos esquecer-mos quem somos.
Acresce o facto de que muitos, se vêem subjugados ao poder do dinheiro que pensam ser a sua salvação mas, cujo único beneficio que recebem é uma porta aberta para a liberdade de uma "overdose".
Recordemos (cada um, a seu gosto!), todo o artista ou criativo de maior ou menor fama. Apreciemos a coragem dos que aguentaram até onde lhes foi humanamente possível, partindo num ultimo grito incontido de desespero incompreendido mas por demais real. Apreciar o resultado de momentos de intima criação e solidão, está para além de uma etiqueta de "preço", de critica num jornal ou minutos na TV.
Homenageio aqui todas as Marilyn, Cobain, Lennon, Van Gogh deste mundo, sabendo que muitos mais também o mereceriam, e faço-o lembrando os que ainda existem, os que aguentaram a pressão à sua maneira. Cada um de nós terá certamente algo ou alguém que é, ou foi de algum modo e em algum momento das  nossas vidas especial para nós nos superarmos. Quem não tem uma foto de predilecção? Quem não olha o pôr do sol ... com saudades de alguém, quem não limpa uma lágrima ao ouvir uma certa canção?
Deixo aqui uma imagem de alguém que como podem ver na publicação mais abaixo desta, passou pelo tempo a seu jeito, ajudou muitos e ainda hoje vive com a mesma paixão de quando começou, pois ele melhor do que ninguém sabe o que é a fama, o que ela trás e pode fazer. É caso para dizer, senhoras e senhores o HOMEM que quis o destino se chamasse ... DAVID GILMOUR.

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