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Em cada um de nós existe um poema .
Um por escrever ... um escrito que se quer procurado e se mantêm escondido na alma ... no coração.
Ser poeta ... não é escrever poemas.
É saber descobrir na poesia ... a parte que falta em si, a parte que falta ... nos outros .

Urbano Gonçalo




domingo, 21 de novembro de 2010

Nós ... objectivamente !


Quantas vezes, ao longo das nossas vidas, abdicamos objectivamente ... de nós ?

E ... o que significa isso ?

Abdicar de nós, está em  todo aquele gesto que evitamos, é todo o pensamento que omitimos por medo, ou apenas porque alguém supostamente  merece a nossa complacência. Essa omissão, esse gesto tido ou não, levou-nos, induziu-nos "conscientemente", a abdicar de nós.
Vezes demais, calamos o nosso coração, vezes demais, esquecemos o nosso orgulho, a nossa personalidade ou convicção.

Ouvir = Calar
Ver = Calar
Pensar = Calar
Desejar = Calar
Sofrer = Calar
Calar, calar, calar.

Calar a vontade, calar o sonho, calar a justiça ou ... a falta dela.
Calar = Abdicar = Morrer vivendo.

Libertar o nosso "ser" a nossa alma, chega a parecer tarefa colossal ... impossível até.
Mas ... não é !
Quantas vezes observamos e admiramos em secreta inveja, a sinceridade e a objectividade inconsciente, mas natural das crianças ?
Porquê ?
Elas ... não abdicam de si (ainda!).
Se não gostam, não gostam e pronto.
Gostam ? Então já não querem saber de mais nada.
E aqui está uma diferença abismal para nós os adultos.
Podemos gostar de algo, ou de alguém, mas ... não queremos saber de mais nada ?!!!!!
Será que em verdade as admirámos ?


Não será apenas aos nossos olhos, a visão, o reflexo, da criança que em tempos "embrulhamos" em extensas considerações e ... escondemos algures em nós ?

6 comentários:

Regina Rozenbaum disse...

Ah Urbano, amigo, amado!
Como nos afastamos de nós mesmos...como deixamos, permitimos que nos tirem a graça de viver, a nossa alegria? Como???? Mas, lutando, nesse sobe e desce da VIDA conseguimos nos resgatar. Tarefa fácil? De maneira alguma! Haja trabalho, haja braços para essa luta que é só nossa!
Beijuuss n.c.

www.toforatodentro.blogspot.com

G I L B E R T O disse...

Urbano, meu amigo

Ser verdadeiro é possuir duas espadas, uma em cada mao:

Uma é a benção.
A outra é a maldição!

Temos de aprender a ser corajosos a empunha-la para não afogarmos no mar de frustrações e problemas que se nos abaterá ao sermos verdadeiros!

Eu aprendi a ser assim... sofri, sorri e chorei, mas sou o que sou e estou bem!

Sobrevivi ao caos, meu amigo!

Post verdadeiro e urgente para todos!

estejas sempre bem meu amigo, sempre feliz!

JB disse...

Bem escrito, profundo e muito real. Há palavras que obrigam a uma pausa mais longa, pois conduzem-nos ao nosso "eu" e aí ficamos à espera de respostas... vezes demais!!!

Adorei ler-te neste pensamento que me tocou!

Beijinho

Fatima disse...

Como disse a Rê:
"Haja trabalho, haja braços para essa luta que é só nossa!"
Bjs.

Luciana Lís disse...

bela reflexão, sabia?
existe um momento em que devemos impor a ordem: 'necessite-se'.

Beijos

Juliana. disse...

É preciso saber o momento certo..há para cada instante uma liberdade que nós mesmo estimulamos..há momentos para se calar e refletir, outros para dizer e também ser ouvido!
Um abraço Urbano, Muito bom!
Ju

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