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Em cada um de nós existe um poema .
Um por escrever ... um escrito que se quer procurado e se mantêm escondido na alma ... no coração.
Ser poeta ... não é escrever poemas.
É saber descobrir na poesia ... a parte que falta em si, a parte que falta ... nos outros .

Urbano Gonçalo




segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Algo mais.

Haverá algo mais para além "disto" que nós conhecemos??
Não me refiro ao "Espaço" ou "Universo" própriamente dito, quanto a "esse", sou dos leigos que não tem dúvidas. Algures naquela imensidão incálculavel (digo eu!), a vida por certo existe. Se é como nós a conhecemos, ou se é do tipo abstracto (Santana lopes ou Paulo Portas) eu não sei, o que sei (acho!), é que será muita prepotencia nossa, julgar que somos os "Senhores do Universo" (até parece um título para mais uma saga tipo J.K.Rowling!!).
Mas adiante, perguntava eu se haverá algo mais do que isto, do que aquilo a que vulgarmente se chama viver? Então se como nos ensinam (uns), tudo acaba aqui, para quê a gente ter de seguir o manual das regras psicológicas? Devemos estudar (tudo bem!), para ter um bom emprego, mas ... o que é um bom emprego? Perguntamos nós, ao dedo que nos apontam afincadamente.
Ahh!! É um que pague bem e nos dê estatuto social, ... claro, claro.
Mas então (perdoem a minha ignorância), vamos imaginar o que nos adianta ganhar bem, e ter  o tal estatuto social, se não existirem os srs. do lixo, o padeiro, o carteiro, o electricista, o mecánico, a ama  que nos cuida dos filhos, ou a pessoa que nos arruma a casa! Imaginam???
Casar depois de acabar os estudos (todos), de preferência com alguém do nosso suposto calibre, ter um ou dois filhos no máximo (mais é para os pobres!). Mas então podemos casar com que idade? Ter filhos quando só forem possíveis através de inseminação artificial?
Por acaso Einstein, tinha tantos anos de estudos académicos, tantos cursos, doutoramentos, bacharelatos, e por aí fora, como qualquer menino "bem", filho de um senhor doutor qualquer??
E Darwin? E Newton, Edison, Picasso, Camões, Pavarotti, ... ...
O que me parece é que na realidade, a realidade que nos é mostrada aos olhos, não é nem de perto nem de longe aquilo que parece ser (já estão a pensar no Matrix! Até gostei ... mas não). Se calhar este manual psicológico que ouvimos na cabeça desde miúdos, e adoptamos em adultos como exemplo a seguir por nós e pelos outros, não é bem para ouvir. Se calhar ele é para ler, ... de trás para a frente ou então de pernas para o ar, pois na realidade a vida apenas nos garante uma única certeza, ou seja a ... morte.
Certos "escritores" de grande talento e visão apurada, desde a antiguidade até aos nossos dias
ao publicarem o tal "manual" das boas prácticas, e do bom cidadão, vão camuflando as sucessivas "safadelas", e os retoques do "corrector", com grandes discursos e iguais intenções (porquê?).
E sempre que muito corajosamente eles dizem: - Eu assino por baixo!
Na realidade, estão é a escrever por cima das nossas simplórias dúvidas, apagando assim sem demoras mentes que nas suas ideias, apenas são necessárias e úteis para os servirem para todo o sempre (amén!).

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