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Em cada um de nós existe um poema .
Um por escrever ... um escrito que se quer procurado e se mantêm escondido na alma ... no coração.
Ser poeta ... não é escrever poemas.
É saber descobrir na poesia ... a parte que falta em si, a parte que falta ... nos outros .

Urbano Gonçalo




quinta-feira, 22 de abril de 2010

Excerto do meu romance "Genéve" (7)


Natalie tinha acabado o seu duche, pegou no seu livro de cabeceira e sentou-se relaxada na cama. Ainda não tinha lido duas páginas, quando o seu telemóvel tocou, olhou surpresa o número que via no visor e atendeu.
-Sim, João?
-Natalie ...
-És tu João?!!
-Natalie, preciso que venhas ao hospital buscar-me, por favor!
-João, desculpa mas estou a ouvir-te muito mal!
A chamada caiu, Natalie ficou estupefacta a olhar para o telemóvel.
-Hospital?!!
Vestiu-se rapidamente, pegou na sua bolsa, chaves, e saiu porta fora.
-Nem sei qual é o hospital! - dizia para si.
Conduziu até ao hospital de São João que era o mais perto, deixou o carro perto da entrada das urgências, não obstante os protestos do porteiro, e entrou por lá dentro a correr. Na sala de espera apenas estavam três pessoas, lançou um rápido olhar para o corredor quando a porta que dava para este se abriu, e viu então um homem sentado ao fundo, a olhar para o chão debruçado sobre si mesmo, e correu até ele.
-João?
Ele levantou a cabeça e olhou-a, tinha a cara lavada em lágrimas e tremia como uma criança perdida e só.
Natalie sentiu as pernas a fraquejarem, baixou-se e abraçou-o.
-Meu Deus, o que te aconteceu? Onde está a Ana?
-Morreu, Natalie, morreu!
Natalie olhou-o nos olhos, e abraçou-o novamente também ela a chorar.

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