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Em cada um de nós existe um poema .
Um por escrever ... um escrito que se quer procurado ... e se mantêm escondido na alma ... no coração.
Ser poeta ... não é escrever poemas.
É saber descobrir na poesia ...
a parte que falta em si ...
a parte que falta ... nos outros .

Urbano Gonçalo




sábado, 6 de março de 2010

Os nossos sonhos

Um dos provérbios mais antigos diz-nos assim:
- Deus quer, o homem pensa, a obra nasce!
Eu gosto de o dizer de outra maneira, ou seja:
- O homem sonha, fecunda a sua imaginação, e a obra nasce!
É um tudo nada diferente, mas ambas as versões são apoiadas sem dúvida pelo "Poeta" que um dia disse: -O sonho comanda a vida!
A vida é uma mão cheia de sonhos, que nos oferecem quando nascemos, e que tão inocentemente transformamos em lindos berlindes coloridos como o arco-íris.
Alegremente os atirámos ao ar, vendo-os de seguida cair e correrem em mil direcções, desafiando-nos a persegui-los a apanhá-los. No final das nossas vidas, talvez um ou outro de nós tenha logrado apanhar algum desses berlindes, mas ... a maior parte de nós, nunca conseguirá apanhar um sequer.
Cientificamente falando, os sonhos ainda não têm uma explicação concreta ou sequer fidedigna (pelo menos minimamente!). Uma coisa no entanto para mim é certa, eles existem e pronto.
Quando adormecemos, os sonhos fazem a ligação entre a realidade e o surreal, levando-nos muitas vezes a um outro "espaço" intemporal onde se "rodam" curtas metragens. Nessas curtas metragens, normalmente vestimos a pele de uma qualquer personagem, e em que por norma o enredo (guião) da história, nunca conta com a nossa personagem até ao fim.
O realizador,esse ... nunca nos diz como agir ou quando é a nossa deixa, deixando por norma (qual génio enfurecido), de rodar o filme inexplicável-mente e a qualquer momento quase sempre.
Mas também muitas vezes chamamos sonhos a velhos pensamentos, ideias, fixações.
Esses, usá-mo-los por norma inadvertidamente, para servir de alavanca que empurra a vida, muitas vezes já despojada de qualquer sentido.
Tal como com os berlindes, o resultado em ambos os casos é sempre o mesmo, ou seja, se por mero acaso "apanharmos" algum desses sonhos, descobriremos também que apesar de tudo, a melhor parte dos sonhos não é realiza-los , mas sim aceitá-los como eles realmente são, e não como nós imaginamos (queríamos) que eles sejam, porque o melhor dos sonhos é sempre a parte em que eles são apenas e só ... SONHOS.

3 comentários:

Manuel Ribeiro disse...

Muito bem! Já era tempo de publicares mais qualquer coisa!
Vai,corre e apanha os teus sonhos!

Luciana Lís disse...

Estou com o amig aqui de cima: sinto em você uma imensa vontade de sempre dizer, de escrever.
Dou maior força, sempre estou por aqui!

Adorei o post!
Milton Nascimento tem uma música que assim diz: 'os sonhos não envelhecem'. É isso!

Luciana Lís disse...

Nossa, obrigada pelos versos. Fiquei super vaidosa, sabia?
Obrigada pelo carinho e atenção, viu?

Beijos e não suma!

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